Importada da Europa, a moda das pulseiras de silicone coloridas, também conhecidas como “pulseiras do sexo”, rapidamente se tornou uma “febre” em todo o Brasil.
Milhares de crianças e adolescentes adotaram seu uso indiscriminado e aderiram ao jogo das cores, de conotação sexual explícita, onde cada cor da pulseira representa uma “carícia” que pode variar desde um simples abraço até o ato sexual em si. As pulseiras, usadas tanto por meninas quanto por meninos, quando arrebentadas dão “direito” a quem arrebentou ao ato que cada cor prevê.
As “pulseiras do sexo” podem ser encontradas facilmente no comércio de Belo Horizonte por preços que variam de 0,05 a 0,10 centavos a unidade. Um comerciante de Venda Nova informou que a maior parte das vendas é para os adolescentes e que tanto meninas quanto meninos procuram o produto com frequência. Ele diz ainda que os pais em geral não têm conhecimento do que o produto significa. E esta é também a opinião de uma supervisora pedagógica de uma escola pública da região. Ela nos conta que quando os pais vão à escola e são informados do significados das cores das pulseiras que seus filhos estão usando, a maioria declara não saber do que se trata.
Embora recente, a moda das pulseirinhas coloridas já encontrou grande repercussão na mídia nacional devido ao grande número de protestos que vem recebendo da sociedade em geral, principalmente depois que adolescentes foram atacadas, estupradas e mortas em função do “jogo das cores”.
Além de outros casos que estão sendo investigados no Amazonas, Paraná, Mato Grosso e outros, segundo notícia veiculada no site globo.com em 31 de março último, uma adolescente de treze anos foi estuprada por pelo menos três rapazes, em Londrina (PR). O crime teria sido motivado pelo uso da “pulseira do sexo”.
Várias cidades do país já proibiram o uso das pulseiras nas escolas e a sua comercialização também vem sendo discutida.
Em Belo Horizonte, o vereador João Oscar (PRP), que é corregedor da Câmara Municipal e presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Família, já protocolou projeto de lei sobre o assunto – PL 1085/2010, e requereu junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara uma audiência pública para tratar do assunto, para a qual estão sendo convidados representantes dos segmentos da educação, direitos humanos, judiciário, igrejas e entidades ligadas à proteção da criança e do adolescente na capital. A audiência acontecerá no dia 20 de maio próximo, no Plenário JK da CMBH, e a entrada é aberta ao público.
“Precisamos proteger nossas crianças! Elas estão reféns deste tipo de situação, sem saber o risco que estão correndo. Precisamos conscientizar as famílias e a sociedade como um todo do perigo a que estes adolescentes estão expostos”, justifica o vereador João Oscar.







PARABÉNS!!! voce é um dos poucos que se preocupa com a família.
FAMÍLIA, UMA INSTITUIÇÃO DE DEUS.
Parabéns pela preocupação com os nossos adolescentes. A iniciativa dessa audiência pública caminha numa mesma linha de preocupação do Célio Moreira que apresentou P.L. no estado.
Parabéns.